- Ãrea de fumantes?
- Por favor, queiram me acompanhar até a calçada.
Nem sei se foi isso que os fumantes ouviram ao entrar no Ritz, da Al. Franca. O que interessa é que não pode mais fumar dentro do restaurante. A partir de hoje, o Ritz é “smokefree” . Querem saber a minha opinião? Gostei. Não fumo e posso afirmar que é horrÃvel engolir fumaça com a comida (amigos fumantes, desculpem a sinceridade).
Sei que a medida vai gerar polêmica. Principalmente porque se trata de um lugar hÃbrido, festivo, com clima de bar e uma vibe de reunião entre amigos. Imagino que isso tudo inspire uma vontade danada de dar uma tragada. Mas também conheço gente que fuma e, na hora de escolher uma mesa, corre para a ala de não-fumantes. Ou seja, é evidente que fumaça incomoda. E no Ritz dos Jardins, vamos combinar… era cruel demais para os que fugiam da nuvem branca e mal cheirosa. A área de não-fumantes ficava espremida no mezanino, perto da cozinha.
Por favor, não pensem que estou fazendo campanha anti-tabagismo. Nada disso. Cada um tem o direito de se entregar aos prazeres que bem entender. Só levanto a bandeira de um dos regulamentos das leis municipal e federal que permite o cigarro “em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente”. Não era o caso do Ritz, da Franca.
Na filial da rua Jerônimo da Veiga, embora maior, a nova regra também vale. A diferença é que lá você pode acender o cigarro numa área aberta, mais agradável, instalada nos fundos do salão principal.
Isso é assunto que vai dar muito pano pra manga. E você, o que acha heim?
E não é que a cerveja está virando bebida chique e boa para acompanhar pratos sofisticados? Com o devido respeito à s ótimas cervejas que temos por aqui, estou falando de uma garrafa especÃfica.
Trata-se da espanhola Estrella Damm Inedit (foto) , assinada pelo chef Ferran Adriá e os sommeliers do restaurante El Bulli. Malte de cevada, de trigo, lúpulo, casca de laranja, semente de coentro e alcaçuz entram na composição da Inedit. Coisa fina que combina com receitas leves, porém, bem elaboradas. Como, por exemplo, a alcachofra cozida com pancetta e a lagosta com alface romana grelhada e jerez, criações dos chefs Javier e Sérgio Torres, do Eñe.
Essas e outras quatro receitas estão no menu degustação servido hoje, no jantar, no restaurante Eñe (R. Doutor Mário Ferraz, 213, 3816-4333). A refeição acompanhada de cervejas sai por R$ 180.
E eu que até outro dia “harmonizava” cerveja com tremoço e bolinho de bacalhau…
Quem provou diz que é tão boa quanto o vinho. Melhor, pois o preço da garrafa gira em torno de R$ 39 (cara para a categoria das cervejas e muuuito razoável se comparada ao preço dos vinhos).
Logo mais tem festa na Rua Aspicuelta, número 436. Hoje é o dia da inauguração do Melograno , bar com uma lista de cervejas capaz de deixar os leigos meio tontos na hora da escolha. A carta traz cerca de 120 rótulos de produtores da Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Escócia e Canadá. O Brasil também está representado com bebidas artesanais como as mineiras Wäls e Falke e a gaúcha Schmitt. Para ajudar nessa tarefa, o cardápio com receitas assadas no forno a lenha traz dicas de harmonização.
Atendendo ao pedido do nosso leitor Eder Ben Shamua , eis duas receitas de faláfel.
Uma delas é do especialista em culinária judaica Breno Lerner, que amanhã, no hotel InterContinental (Al. Santos, 1123), discorre sobre a cozinha tÃpica e a relação com a crença religiosa num workshop marcado para à s 19h (inscrições, 3179-2613. Custa R$ 40). Durante a aula, Lerner também ensina o preparo de três pratos.
Já antecipo um deles.
Faláfel
2 ½ kg de grão-de-bico colocado de molho em água (até cobrir os grãos)
2 maços de cebolinha picados
1 maço de coentro picado
25 dentes de alho
10 cebolas cortadas em quatro
Cominho, sal e páprica a gosto
2 xÃcaras (chá) de farinha de trigo
4 colheres (sopa) de fermento em pó
1 colher (sopa) de bicarbonato de sódio
Modo de preparo
Drene o grão-de-bico. Reserve.
Passe as cebolas, cebolinhas, coentro e alho pelo processador.
Junte o grão-de-bico reservado e bata levemente. Tempere com sal, cominho e páprica. Continue a batendo até formar uma mistura com pequenos grãos.
Adicione a farinha de trigo, o fermento e o bicarbonato e bata só para misturar.
Deixe descansar por 4 horas. Faça bolinhas e frite em óleo não muito quente.
Sirva com molho tahine, hummus, salada israeli (pepino, tomate e cebolas picados) e pepinos em conserva.
Faláfel
da chef Andrea Kaufmann
Rendimento: 10 a 12 bolinhas grandes bem servidas
Ingredientes
½ kg de grão-de-bico
½ kg de fava
1 cebola inteira
2 ou 3 dentes de alhos
½ copo de salsinha picada
½ copo de coentro picado
1 colher de sopa de semente de coentro
½ colher de sopa de pimenta calabresa ou 5 unidades de shipka peppers (pimenta especÃfica de Israel)
¼ cominho em grãos
1 pitada de cardamomo
1 colher de sal
1 colher de pimenta fresca ralada na hora
1 colher de sopa de fermento quÃmico
(Opcional)
2 colheres de sopa de farinha
4 ou 5 colheres de sopa de água
1 litro de óleo para fritar
Acompanhamentos
Pão pita fresco
Molho de tahine
Salada de vegetais (geralmente tomate e pepino)
Picles
Preparo
Deixe de molho o grão-de-bico e as favas de um dia para o outro. Drene as favas e o grão-de-bico e coloque-os em um processador de alimentos junto com a cebola, o alho, a salsa, o coentro, a farinha, a água e as pimentas no método pulsar para deixar pedaçudo. Mix bem e deixe na geladeira por uma hora. Acrescentar o fermento diluÃdo em leite. Misturar bem. Fazer as bolinhas em um aparelho moldador de falafel ou molde com a ajuda de uma colher de sorvete. Aqueça o óleo a 160º C e frite as bolinhas
Dica da chef
Para fazer faláfel colorido é bem fácil. Basta acrescentar dobro de salsa e coentro para ele ficar verde. Se quiser vermelho, coloque pimenta vermelha e páprica. E para dar o tom amarelado, junte curry e açafrão.
Sabia que cerca de 300 milhões de pessoas consomem arroz diariamente? E que na só na Ãndia existem mais de mil variedades de arrozes cultivados?
Esses dados, além da história, origem do grão, os tipos, lendas e mitos estão reunidos no livro “Arroz, histórias, variedades, receitas “ , de Renata Lucia Bottini, com lançamento marcado para hoje (dia 25), à s 19h, na livraria Saraiva Megastore Pátio Paulista (R. Treze de Maio, 1947).
O melhor está reservado para o capÃtulo das receitas. Além do passo-a-passo, cada uma delas traz curiosidades, dicas de preparo e consumo. Há pratos tÃpicos do Alasca, Ãfrica, BolÃvia, Cuba, Egito, Filipinas, Polônia… São cerca de 150 receitas, do básico arroz branco ao sushi e pombo recheado.
Segue uma delas. Essa é aparentemente fácil de fazer e boa para impressionar.
Arroz com abacaxi
(khao phad sapparod)
Origem: Tailândia
Ingredientes
2 xÃcaras (chá) de arroz jasmine
4 xÃcaras (chá) de caldo de galinha
2 abacaxis maduros
2 colheres (sopa) de manteiga
1 cebola picada
300 gr de peito de frango cortado em cubinhos
1/2 pimentão vermelho cortado em cubinhos
150 gr de presunto cozido cortado em cubos
4 colheres (sopa) de molho de soja
1 colher (café) de pimenta-vermelha em pó
1 colher (sopa) de coentro picado
Modo de preparo
Cozinhe o arroz no caldo de galinha fervente. Quando ficar macio, retire e reserve. Corte os abacaxis ao meio, no sentido do comprimento. Retire a polpa e mantenha a casca, formando quatro “pratos fundos”. Reserve. Corte a polpa em cubos e reserve.
Aqueça a manteiga numa frigideira grande. Frite a cebola até dourar. Retire e reserve.
Na mesma frigideira frite o frango, mexendo sempre para dourar por igual, cerca de 5 minutos.
Acrescente o arroz, o pimentão, o presunto e o molho de soja e deixe mais alguns minutos. Junte o abacaxi em cubinhos, a cebola e a pimenta e cozinhe por mais 3 minutos.
Preaqueça o forno a 180ºC.
Leve ao forno as metades dos abacaxis para aquecer. Retire-os do forno e recheie as quatro metades da fruta com a mistura de arroz. Distribua o coentro fresco por cima para decorar.
Tempo de cozimento: 35 minutos.
rendimento: 4 porções
Pior que a notÃcia principal não é essa, mas não resisti. Na verdade a churrascaria Red Angus promove “Uma noite em Portugal” para celebrar os 200 anos da chegada da FamÃlia Real Portuguesa ao Brasil. Sim, Roberto Leal canta na casa e o evento vai além do show. O restaurante ganha decoração tÃpica e um cardápio com receitas da Terrinha. Tem bolinho de bacalhau, caldo verde, bacalhau grelhado e doces portugueses.
O menu completo, com direito ao show, sai por R$ 180. Os jantares estão marcados para os dias 28 de novembro e 5, 6, 13, 19 e 20 de dezembro, a partir de 20h.
Red Angus - R. Henrique Schaumann, 251, Jd. Paulista
Fone: 3775-5000 www.fazendamc.com.br
Segue uma palhinha do Roberto Leal.
Conhece a comida tÃpica israelense? Uma ou outra receita eu aposto que sim. O faláfel é uma delas. Quer dizer… os libaneses garantem que os bolinhos à base de grão-de-bico nasceram no LÃbano e acusam os israelenses de se apropriarem dos pratos tÃpicos do paÃs. Mas nessa briga não vale meter a colher. O que importa é que tanto no LÃbano quanto em Israel o consumo do faláfel é grande. E vamos ao que interessa.
A partir de amanhã (dia 25), o restaurante Tarsila promove o 2º Festival Gastronômico de Israel , em parceria com o InterContinental São Paulo e o Ministério do Turismo de Israel no Brasil.
Para garantir a autenticidade dos sabores, dois chefs israelenses se encarregam dos comes: Lior Hovav (do hotel Crowne Plaza City Center, de Tel Aviv) e Anat Lev Ari (especialista em culinária moderna israelense e membro da Chefs for Peace, associação que propaga a gastronomia em prol da paz).
Os bufês estão divididos em estações. No Sefaradi, há culinária dos judeus originários da PenÃnsula Ibérica e Oriente Médio como a sopa de berinjela, carne de cordeiro ao molho picante, bolo de sêmola e pudim de água de rosas.
Pato ao molho de laranja, goulash húngaro e maçã assada fazem parte do bufê Ashkenazi (cozinha dos descendentes das comunidades judaicas da Europa Central). A comida de rua fica na estação de faláfel e kebab e a especialista em culinária judaico-libanesa Sheila Mann Hara prepara foul medamass, prato tÃpico de botequins em Israel.
O festival inclui uma exposição de fotos vencedoras do concurso “Israel 60 anos – Israel e eu †e apresentações da cantora Aliza Nahum, ex-integrante da banda israelense Lehakat Hanahal.
O festival acontece só nos jantares, entre terça (25) e sábado (29). Bufê, R$ 89.
Restaurante Tarsila , no InterContinental São Paulo (Al. Santos, 1.123).
Informações e Reservas: 3179-2555.
Pergunta inevitável. Por que raios os restaurantes vegetarianos não funcionam à noite? Esse foi um dos motivos que levou Ismar Cestari a abrir o Fulô, lugarzinho simpático na Haddock Lobo aberto até 23h. Vegetariano há 23 anos, ele conta que sair para jantar fora sempre foi um problema. Tudo fechado.
Para se ter uma idéia, dos cerca de 20 estabelecimentos publicados em Época São Paulo , apenas 4 servem o jantar: Fulô (R. Haddock Lobo, 899, 3081-7769), o Gopala Hari (R. Antônio Carlos, 429, 3283-1292), o Maha Mantra (R. Fradique Coutinho, 766, 3032-2560) e o Galleria Orgânica (R. Oscar Freire, 2273, 3804-8365). E mesmo no seleto grupo há restrições. Só o Fulô abre todos os dias à noite (os outros dois só funcionam sextas e sábados).
Para os vegetarianos notÃvagos, resta aproveitar o que essas poucas casas têm de bom. Sextas e sábados, a partir das 20h, rola som de MPB ao vivo no Maha Mantra, com serviço à la carte.
No Galleria Orgânica, também às sextas e aos sábados, o DJ e sócio Bret Flute assume as pick-ups e o pequeno restaurante se transforma em balada de modernos.
A Seqüência de Camarão é uma espécie de atração turÃstica em Florianópolis, principalmente nos restaurantes ao redor da Lagoa da Conceição. Agora ficou mais fácil para o paulistano se esbaldar com esse, digamos, “rodÃzio”. O bar Maré Alta passou a servir uma seqüência. O camarão aparece na forma de caldinho, ao vapor com molho de ervas, frito ao alho e óleo, empanado e com arroz. A degustação custa R$ 59, para duas pessoas.
MARÉ ALTA (www.barmarealta.com.br)
Avenida Eliseu de Almeida, 1077, Butantã, tel.: 3721-6766.
Na segunda-feira (dia 24), à s 20h, o restaurante Parigi recebe Alexandra Marnier Lapostolle, proprietária da vinÃcola Casa Lapostolle. Ela é francesa, mas escolheu o Chile para produzir o Clos Apalta , indicado como melhor vinho do mundo pela Wine Spectator 2008.
Na degustação, serão apresentados seis rótulos:
- Clos Apalta 2005
- Casa Lapostolle Sauvignon Blanc 2007
- Cuvée Alexandre Chardonnay 2006
- Cuvée Alexandre Merlot 2006
- Cuvée Alexandre Cabernet Sauvignon 2006
- Borobo 2003
Para acompanhar…
- Polenta branca com lagostins e tomates frescos
- Risotto de perdiz com radicchio e vinho tinto
- Pernil de cordeiro assado por 7 horas
- Torta mousse de chocolate
Restaurante Parigi, Rua Amauri, 275, Itaim Bibi.
Preço: R$ 457,00 por pessoa.
Reservas e informações: 3372-3409.