Silvana Azevedo

jornalista e crítica gastronômica. Em 1996 o prazer de comer e beber virou profissão. Doze anos se passaram e ela já perdeu as contas de quantas refeições foram avaliadas. Adora trufas, foie gras e aprendeu a gostar de ostras - só as estupidamente frescas. Fanática por doces, não dispensa a sobremesa nem quando o estômago clama por uma pausa para a digestão. Mas morre de amores mesmo é pelo pudim caseirinho, preparado pela mãe, uma cozinheira de mão-cheia.








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Terminou agora a pouco o leilão para o banquete que reúne na nata da cozinha mundial no hotel Grand Hyatt, no dia 3. Um casal arrematou por R$ 10.200 os dois últimos lugares para desfrutar da refeição preparada por estrelas de primeira grandeza da gastronomia como Ferran Adrià, Quique Dacosta, Joan Roca e um representante brasileiro, o chef Alex Atala.

 

Se você, como eu, está com cara de “que putz! não tenho bala nem pra pagar o cafezinho servido nesse jantar”, um consolo. Essa turma vai circular pelo evento Semana Mesa SP promovido pela revista Prazeres da Mesa em parceria com o Senac-SP, de 4 a 7 de novembro no campus Santo Amaro do Centro Universitário. É verdade que nem para as palestras do “Mesa Tendências”, onde esse time de chefs estrelados vai participar, há vagas. Mas quem sabe você dá sorte de ver um deles de perto.
Sem contar, que o evento vale muito e ainda tem lugar para as “aulas abertas do Prazeres da Mesa ao Vivo”, com chefs como Bella Masano (Amadeus), Bel Coelho (Buddha Bar), Leila Kucznski (Arábia), Emmanuel Bassoleil (Skye), Adriano Kanashiro (Kinu) e Rodrigo Oliveira (Mocotó), de São Paulo; Claude Troisgros (Olympe) e Frédéric De Mayer (Eça), do Rio de Janeiro; Mônica Rangel (Gosto com Gosto), de Visconde de Mauá; César Santos (Oficina do Sabor), de Olinda. Você pode passar o dia em aulas que acontecem de hora em hora, incluindo padaria, confeitaria e degustações de uísque, espumante, vinho do porto e café, inclusos no valor da entrada (R$ 80). À noite é possível participar de um dos Jantares Magnos harmonizados e Degustações Tops, conduzidas por especialistas da revista e convidados, com valores pagos à parte (depende da disponibilidade de vagas).
Confira a programação completa aqui.


30 de Outubro de 2008

Sabores do mediterrâneo

polvo_latable.jpgA partir do dia 1º, o restaurante La Table O & Co. promove o festival Rota de Sabores, inspirado em dez países do Mediterrâneo: Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, Turquia, Israel, Egito, Tunísia e Marrocos. Esse tour de sabores começa pela Terrinha. A chef Clo Dimet propõe receitas como a favada portuguesa (favas cobertas com chouriço e toucinho), polvo grelhado com batatas (foto), pimentão e azeite de oliva e o cabrito ao forno com ervas e vinho. De sobremesa, pastéis de belém, torta de amêndoas com sorvete de baunilha e o toucinho do céu, um pudim a base de ovos. Para acompanhar o cafezinho, bolo de azeite e mel.

 

Festival “Rota dos Saboresâ€
Portugal – 1 a 15 de novembro
Horário: 20h
Preço por pessoa: R$ 49 (sem bebida).

 

La Table O & CO
Rua Bela Cintra, 2023, Jardins, 3063-4433.


30 de Outubro de 2008

A fruta da vez

figo_heleno.jpgSalada de figo com gergelim e hortelã; figo brullée com rúcula, queijo de cabra e castanha de caju; risoto de figo seco com avelã e presunto espanhol; lombo de vitela com geléia de figo e purê de cenoura. Deu pra notar que o figo é a fruta da vez no festival que começa dia 1º e termina no final do mês, no restaurante Heleno.
Esses pratos fazem parte do menu do almoço. No jantar, volta o cardápio normal da casa.

 

Heleno
Rua Dr. Mário Ferraz , 37, Itaim Bibi, 2129-7906 / 2129-7903.


29 de Outubro de 2008

Bom para curar ressaca

Não sei se funciona, mas reza a lenda que o coquetel de frutos do mar (vuelve a la vida) servido nos festejos mexicanos do Día de los Muertos levanta até defunto.
Segue a receita servida no restaurante Obá para você tirar a prova.

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Vuelve a la vida
Ingredientes

- ½ xícara de catchup

- 2 colheres de sopa de molho de tempero Maggi (tem na Liberdade)

- 2 colheres de sopa de molho inglês

- ½ colher de sopa de molho de pimenta

- ½ xícara de suco de laranja

- ½ xícara de suco de abacaxi

- ½ xícara de suco de limão

- ½ kg de frutos do mar mistos (camarão médio rosa, anéis de lula, polvo, mariscos limpos e prontos para ferver).

- 1 alho-poró

- 1 cebola em quartos

- 3 dentes de alho

- folhas de louro, manjericão, sálvia e orégano secas ou frescas

- salsinha

- sal

- 1 abacate maduro

- ½ cebola picada finamente

- ½ maço de coentro picadinho

- azeite de oliva

- sal e pimenta ao gosto

 

Modo de fazer

Ferva a água com o alho-poró, a cebola, os dentes de alho e as folhas (manjericão, louro, etc) com sal.

Quando ferver fortemente, agregue cada fruto do mar por vez para cozinhar até o ponto correto (o camarão é o mais rápido, o polvo o mais demorado e a lula fica no meio).

Lave os frutos do mar com água fria e corte em pedaços médios.

Mescle os frutos do mar com os primeiros 7 ingredientes.

Para servir, coloque em copinhos de vidro, decore com cubinhos de abacate, coentro picado, cebola picada e um raminho de salsinha. Coloque sobre tudo um fiozinho de azeite de oliva.

 

Receita do restaurante Obá (R. Dr. Melo Alves, 205, Jardins, 3086-4774).


29 de Outubro de 2008

Día de los muertos

A partir de amanhã (dia 30), o Obá celebra o Día de los Muertos, festa mexicana super tradicional. Isso mesmo, festa. No México, existe a crença de que no início de novembro os mortos voltam para visitar seus entes queridos e familiares. Os anfitriões preparam uma grande festa, geralmente, nos cemitérios, com comes, bebes e danças ao som dos mariachis. Bem diferente no nosso Dia de Finados.
Curioso? O restaurante Obá procura reproduzir um pouco do significado dessa data. Esqueletos, artesanatos mexicanos e crânios de açúcar enfeitam o restaurante que resolveu homenagear a Dercy Gonçalves (morta no dia 19 de julho).
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No cardápio, há 21 pratos típicos. Entre eles, o vuelve a la vida, um coquetel de frutos do mar, com avocado e temperos fortes – bom para curar ressaca.
A festa vai até o dia 9 de novembro.

 

Confira o menu completo
antojitos para começar
- um poquito de cada para comer com totopos guacamole, salsita e ceviche de robalo (R$ 19);
- queso de cabra fundido (queijo ao forno com nozes, salsa e tortillas de farinha, R$ 22);
- quesadillas de camarón em tortillas de farinha com guacamole e salsa de tamarindo (R$ 23,50);
- vuelve a la vida (coquetel de frutos do mar, R$ 24);
- chimichangas burritos dourados e recheados de pernil com chile “del mero norte†(R$ 17);
- tostadas de frango ou vegetarianas com alface, queijo, guacamole e salsita (R$ 17);
- tostadas de tinga (foto) tigelinhas crocantes de carne desfiada com molho de tomate e chipotle (R$ 19);
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- tacos de carnitas faça seus taquitos com carne de porco, salsita e guacamole (R$ 29,50);
- tacos de frango pibil pernil em pasta yucateca de semente de urucum com cítricos, frijoles, escabeche de cebola e salsita de habanero bem apimentada a parte (R$ 28);
- pozole de camarón sopa picante de camarón e canjica com temperos mexicanos (R$ 24);

 

platos fuertes (acompanham tortillas e “los frijolitos y el arroz, que dios mandaâ€)
- mole verde robalo no molho de semente de abóbora com um toque de chile serrano (R$ 47);
- mole verde em versão vegetariana servido sobre abobrinha, chuchu e banana-da-terra (R$ 34);
- mole almendrado coxa e sobrecoxa de frango (R$ 38);
- mole negro o mais complexo dos moles servido com pernil de cordeiro (R$ 42);
- camarones al chipotle (camarão grelhado com molho de tomate apimentado com chipotle, R$ 54,50);
- carne a la tampiqueña (filé mignon grelhado ao estilo clássico mexicano, R$ 38);
- gallina pinta (ensopado de feijão, canjica e rabada, R$ 34);

 

dulce final
- flan de coco (R$ 13);
- buñuelo com helado de vainilla y pinole (massa crocante típica mexicana com melado de rapadura e canela acompanhada de sorvete de creme e uma farofinha de milho, R$ 12,50);
- pan de muerto (tradição doce da época de muertos no México, R$ 12);
- calabaza en tacha (doce de abóbora com calda de rapadura, laranja e canela, R$ 12).

 

Obá, Rua Dr. Melo Alves, 205, Jardins, 3086-4774


28 de Outubro de 2008

Vinho da Casa

Não faz muito tempo, o vinho da casa era aquele de garrafão, barato. Sabe Deus de onde vinha o bendito. No primeiro gole, uma certeza: o vinho era ruim demais. Atualmente, o grau de exigência é outro, os donos de restaurantes sabem disso e estão ajudando a mudar esse cenário com bebidas exclusivas, elaboradas a partir de cortes especiais, boas safras e engarrafadas com rótulos personalizados. Foi nessa toada que o restaurateur Lamberto Percussi escolheu o Miolo Quinta do Seival Castas Portuguesas para imprimir na garrafa o nome da casa: Percussi Reserva Especial Quinta do Seival, cujo rótulo costumizado leva a assinatura do pintor Claudio Tozzi. O vinho entra na carta da Vinheria Percussi hoje e custa R$ 57. Em taça, o tinto sai por R$ 12.

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Bom lembrar que um dos precursores dessa tendência foi o chef Cassio Machado, quem em 2000 lançou um espumante da vinícola Marco Luigi, produzido especialmente para o Di Bistrô. A iniciativa deu tão certo que impulsionou outros donos de restaurantes. Hoje, no time dos estabelecimentos que exibem na adega brancos, tintos e espumantes personalizados estão casas como o Amadeus, A Bela Sintra, Trindade, Ruella, À Cotê e a Speranza, que recentemente lançou um rótulo para comemorar os 50 anos da pizzaria.


Está tudo pronto para o P.J. Clarke’s abrir as portas.
Amanhã rola um coquetel para poucos convidados. O público em geral precisa esperar um pouco mais para matar a curiosidade e a vontade de abocanhar os famosos hambúrgueres da tradicional rede de Nova York. A inauguração está prometida para o dia 7 de novembro.
A filial paulistana ocupa o número 568 da rua Dr. Mário Ferraz, no Itaim Bibi.

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Imagem do P.J. Clarke’s de Nova York


24 de Outubro de 2008

Um tributo ao macarrão

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Se você é daqueles que reserva o domingo para comer aquela macarronada, abra uma exceção. Amanhã (dia 25) é o Dia Mundial do Macarrão, uma boa desculpa para trocar a tradicional feijoada por um bom prato de massa. Já que o Brasil é o terceiro maior produtor de macarrão do mundo (segundo a Abima, em 2007 foram produzidos 1,27 milhão de toneladas), escolher entre um espaguete, lasanha ou ravióli nem sempre é tarefa fácil.
Da entrada a sobremesa, à moda italiana ou oriental, segue um roteiro com onze receitas de massas incríveis, servidas nos restaurantes mais bacanas da cidade, com preços para todos os bolsos.

 

Due Cuochi Cucina
No cardápio do chef Paulo Barroso de Barros estão dezoito receitas de massa. Mas é o ravioloni de ovo na manteiga, sálvia e azeite de tartufo branco, a criação de maior sucesso do mestre-cuca. Modelada só na hora do pedido, a massa ganha o recheio de uma gema caipira inteira, vai para a panela para um cozimento muito rápido e chega à mesa em unidade, para comer de entrada. Gema molinha, massa ao dente, aroma de trufa… Tudo de bom. Sai por R$ 27.
R. Manuel Guedes, 93, Itaim Bibi, tel.: 3078-8092.

 

Fasano
A cozinha do Fasano é uma das maiores da cidade e conta com uma cabine refrigerada e exclusiva para o preparo das massas. Preparado com matéria-prima importada da Itália, o nhoque de azeitona preta com molho de tomate por si já bastaria. Mas o prato ainda vem acompanhado de coelho recheado de cogumelos.
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R. Vitório Fasano, 88, Jardim Paulista, tel.: 3062-4000.

 

Buttina
Na forma de orelhinhas, o orecchiette é modelado na mão e leva um molho encorpado de tomates, brócolis e lingüiça calabresa. R$ 32,30.
R. João Moura, 976, Pinheiros, tel.: 3083-5991.

 

Vino!
A cantina deu uma boa guinada e está cheia de novidades. Fresquinha no cardápio, a deliciosa receita do pappardelle de hortelã com mel e ragu de cordeiro é criação dos chefs Rodrigo Martins e Caro Gall.
R. Prof. Tamandaré de Toledo, 51, Itaim Bibi, tel.: 3078-6442.

 

Pasquale
A fórmula parece simples: massa seca italiana e bons ingredientes. Mas a figura carismática de Pasquele Nigro, italiano da Puglia, faz do lugar uma das cantinas mais queridas da cidade. Entre os clássicos, experimente o espaguete à carbonara com pancetta e queijo pecorino romano.
R. Amália de Noronha, 167, Pinheiros, tel.: 3081-0333.

 

Aska
No cardápio, só guioza e lámem. O macarrão artesanal japonês vem ensopado em caldo de carne ou shoyu, com legumes, espinafre, algas, naruto (massa de peixe), ovo e bambu. Precinho camarada, R$ 13. É um lugar bem típico, muito freqüentado pela colônia oriental que segue à risca os códigos culturais do Japão.
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R. Galvão Bueno, 466, Liberdade, tel.: 3277-9682.

 

Rong He
O chef chinês Yang Xiao Wei pega, estica, puxa e modela a massa na hora de ir para o tacho de água quente. O chao mamiam vem em cumbuca de porcelana, com caldo apimentado e repleto de frutos do mar, carne suína e verduras. A porção serve tranqüilamente três pessoas e custa R$ 21.
R. da Glória, 622-A, Liberdade, tel.: 3275-1986.

 

Thai Gardens
Cozinha tailandesa feita por quem realmente é do métier (todos os cozinheiros são da Tailândia). Entre as especialidades, o pat thai combina macarrão de arroz salteado com legumes, camarões, cebola, broto-de-feijão e amendoim ao molho de tamarindo. R$ 38.
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Av. Nove de Julho, 5871, Itaim Bibi, tel.: 3073-1507.

 

Brasiliani
É a cantina de Giancarlo Cassone, que herdou da namma Elvira, um caderno repleto de receitas. A melhor delas é a lasanha de polpetta – camadas de massa intercaladas com molho espesso de tomates, cheio de minialmôndegas.
R. Marco Aurélio, 102, Lapa, tel.: 3875-3915.

 

Gero
Assinada pelo chef Salvatore Loi, o clássico francês pato com laranja virou recheio e molho de um ravióli super delicado e delicioso servido na casa do grupo Fasano. Custa R$ 49.
R. Haddock Lobo, 1629, Jardim Paulista, tel.: 3064-0005.

 

Supra
O chef Mauro Maia leva as massas tão a sério, que faz questão de mostrar o preparo em etapas para o cliente. E isso não significa simplesmente a cozinha aberta. Os raviólis, tortelis e nhoques são cortados, recheados e moldados na hora do pedido. Ainda crus, eles são levados à mesa para o cliente ver e só depois são cozidos. Do couvert a sobremesa, suas massas são perfeitas em textura e sabor. Uma das suas incríveis criações é o fagottini de chocolate aromatizado com laranja ao molho de baunilha e canela – massa delicadíssima, chocolate callebaut e pedacinhos de casca da laranja. Simplesmente perfeito.
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R. Araçari, 260, Itaim Bibi, tel.: 3071-1818.


23 de Outubro de 2008

Baixa gastronomia que nada!

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Vai longe o tempo que comida de boteco era sinônimo de tremoço e provolone à milanesa. Muitos bares paulistanos seguem a tradição gastronômica da cidade e substituem fácil, fácil uma boa refeição em restaurante. Tem o baião-de-dois do Canto Madalena (R. Medeiros de Albuquerque, 471, 3813-6814), o bacalhau ao forno do Espírito Santo (Av. Horácio Láfer, 634, 3078-7748), a costela no bafo com cebola caramelada ao shoyu e mel da Cervejaria Patriarca (R. Mourato Coelho, 1059, 3816-2280), a rabada com polenta e agrião do Bar da Dona Onça (Av. Ipiranga, 200, 3257-2016)…

 

No Astor (dos mesmos donos do Original e do Pirajá), conheço gente que dispensa o cardápio e pede de olhos fechados o picadinho com ovo poché e banana à milanesa. Acredite, a casa oferece gostosuras muuuuito melhores. Na semana passada, o cardápio engordou e ganhou pratos ainda mais inspirados, que de baixa gastronomia** não têm nada. Um deles é o confit de pato – coxa da ave deliciosamente temperada, macia, servida sobre rodelas de batatas-doces assadas e alho-poró com um toque de mostarda Dijon. Para completar, um molhinho suave de tangerina. Só não dá pra dizer que estava perfeito porque faltou aquela pele mais tostadinha, crocante. Está aí a minha foto super amadora que não me deixa mentir. Bem diferente da imagem que abre o post.
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Astor: R. Delfina, 163, Vila Madalena, 3815-1364.

 

** um parêntese para falar do termo baixa gastronomia.
Inspirados pelo escritor Ruy Castro, que inventou a expressão, os donos do Pirajá (também do Original, Astor, Bráz e Lanchonete da Cidade) lançaram uma espécie de movimento em favor da comida simples, caseirinha e bem feita servida nos botecos.
Veja bem, baixa gastronomia não tem nada a ver com comida ruim.


roberta_sudbrack.jpgQuiabo defumado com camarão, ravióli de filé curado na marmelada de maxixe e tartar de abóbora com gema caipira estão entre as receitas que a chef Roberta Sudbrack ensina no dia 3 de novembro na Escola Wilma Kövesi de Cozinha. São poucas vagas (20), bom não bobear para fazer inscrição. A aula está programada para às 14h e custa R$ 260.

Escola Wilma Kövesi de Cozinha
Rua Cristiano Viana, 224, Jardim América, 3082-9151.
www.wkcozinha.com.br