Silvana Azevedo

jornalista e crítica gastronômica. Em 1996 o prazer de comer e beber virou profissão. Doze anos se passaram e ela já perdeu as contas de quantas refeições foram avaliadas. Adora trufas, foie gras e aprendeu a gostar de ostras - só as estupidamente frescas. Fanática por doces, não dispensa a sobremesa nem quando o estômago clama por uma pausa para a digestão. Mas morre de amores mesmo é pelo pudim caseirinho, preparado pela mãe, uma cozinheira de mão-cheia.








30 de Setembro de 2008

Plantão da madrugada

bar_brahma_fachada.jpgSe a mais famosa esquina da cidade (Av. Ipiranga com a São João) já é um reduto da boemia paulistana, agora ela tem tudo para ser a madrugada mais fervida também. O célebre Bar Brahma passou a funcionar 24 horas, de domingo a domingo. A partir da 1 da madrugada, a Esquina da MPB (espaço inaugurado em junho) e o Boulevard (com as mesinhas na calçada) prometem ser o porto-seguro de quem não tem pressa de fechar a conta ou está a fim de curtir o nascer do sol. As novidades não param no horário de funcionamento. O cardápio também foi renovado. Há pizza em pedaço e café da manhã com pão, manteiga e bolo de fubá.

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Av. São João, 677, Centro, 3333-3030.


30 de Setembro de 2008

Gosto de fumaça

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Para o chef José Barattino, do restaurante Emiliano, não existe o ditado “não se mexe em time que está ganhandoâ€. Mesmo com casa lotada e cardápio apetitoso, ele está sempre em busca de novidades para incrementar seu receituário. Dessa vez, ele apostou em equipamentos e técnicas para defumação de alimentos. O resultado pode ser conferido na salada de codorna com vagem, trufas negras e vinagrete de amêndoas, prato com defumação feita a partir de barris de carvalho americano. As inovações não param nos pratos salgados. Kiwi, framboesa e manga estão entre os sorbets preparados na hora numa máquina especial. A degustação com vários sabores custa R$ 26.
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RESTAURANTE EMILIANO
Rua Oscar Freire 384, Jardins, 3068 4390 - www.emiliano.com.br


29 de Setembro de 2008

Confesso que bebi

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Depois de tanta polêmica sobre o Jacu Coffee (leia no post anterior), só me restava provar a bebida.
Segui a sugestão do dono da loja, Marco Suplicy, e experimentei as duas versões do produto: o expresso (R$ 8,00) e a extração francesa (R$ 14,00). Sim, como se não bastasse uma xícara, encarei duas doses do café “processado” no estômago da ave.
Não me arrependi. Pude comparar as diferenças de uma extração para outra. E quanta diferença! Enquanto o expresso apresentou um sabor forte e um tanto cítrico, o outro se mostrou super equilibrado e gostoso. Verdade que o aroma do expresso era mais complexo e me lembrou algo caramelado, mas ainda fico com a versão francesa. Além de mais interessante, ela rende, pelo menos, 4 xícaras (sua chance de dividir a exótica aventura com outras pessoas).

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Explico. Gambá foi só pra dar uma graça e deixar a frase mais compreensível.
Na verdade, o animal correto é o luwak, um mamífero asiático, parecido com gambá, que se alimenta de grãos de café produzidos na Sumatra.
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Esse café (kopi luwak) foi vendido no ano passado no Santo Grão a R$ 20 (a xícara) e virou o must. Claro que provei e me diverti com os baristas da cafeteria, que apelidaram a bebida de “cafezes”. Sim, o bichinho come o grão, defeca e depois de devidamente higienizados e torrados, os grãos viram o café mais caro do mundo.
Essa volta toda na história foi só pra contar que agora temos o Jacu Bird Coffee, no Suplicy Cafés Especiais.

O processo é muito parecido. Na versão nacional, quem faz o papel do luwak é o jacu - uma ave da Mata Atlântica.
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A danadinha seleciona, no bico, os melhores grãos orgânicos produzidos no Espírito Santo (na serra capixaba), engole… e o resto você já sabe.
A bebida pode ser encontrada no Suplicy, da Alameda Lorena, 1430, nos Jardins, por R$ 8 (expresso).

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Esse vídeo do Globo Rural é longo, mas explica em detalhes o processo de produção do café. Aqui, eles comparam o luwak a um gato. Mas eu ainda acho que o animal se parece mais com um gambá.
Vale assistir.

Fonte: Globo Rural, Rede Globo


É o que promete o coordenador da área de pesquisas Ricardo Maranhão, com a abertura do Centro de Pesquisas em Estudo de Gastronomia, da Universidade Anhembi Morumbi. A inauguração do espaço na unidade do Brás, em parceria com a Nestlé, está marcada para hoje (para convidados).
A área de 50 metros quadrados terá 16 equipamentos sofisticados, importados da Espanha, Holanda e Estados Unidos. Só para essa sala foram destinados 1 milhão de reais.

Para quem já está babando e sonhando com experiências com espumas, desconstruções e gastronomia molecular, bom cair na real. “O laboratório é destinado aos projetos de caráter científico”, avisa Ricardo Maranhão.

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24 de Setembro de 2008

Pé na cozinha

A programação do mês de outubro da escola Wilma Kövesi de Cozinha vai de docinhos de festa a ciência.

 

No dia 3, Carole Crema, dona do La Vie en Douce, ensina a fazer docinhos de framboesa e marron glacê, brigadeiro caramelado com pedaços de nozes, camafeu de amêndoas e doce de pistache. A aula está marcada para às 13h e custa R$ 180.
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Ciência na cozinha é o tema do chef Flávio Myamura, do restaurante Eñe. Com base em princípios químicos e físicos, ele fala sobre a relação de tempo/temperatura e faz uma abordagem interessante sobre o que é gosto pessoal e o sabor dos alimentos. Dia 10, às 14h, R$ 180.

 

A aula do sociólogo Carlos Alberto Dória é sobre história. Sob o mote “Enraizamentos da Cozinha Brasileira”, ele discorre sobre a formação das cozinhas nacional e regionais, ingredientes, técnicas, influências do nosso legado culinário. Dia 15, às 19h, R$ 180.

 

Escola Wilma Kövesi de CozinhaRua Cristiano Viana, 224, Jardim América, 3082-9151.
www.wkcozinha.com.br


23 de Setembro de 2008

Gulodice em potes

amor_aos_pedacos_recheios.jpgBrigadeiro, doce de leite e cocadinha são os doces disponíveis pela Amor aos Pedaços para levar para casa. Vendidos em potes de 400 ml, eles podem salvar a vida de quem inventa fazer um bolo e se atrapalha na hora de dar o ponto no recheio. Mas o bom mesmo é meter a colher no pote e comer sem culpa.

Sei que muitos torcem o nariz para o exagero de açúcar no recheio e na cobertura dos bolos da rede. Mas também conheço muita gente que é fã incondicional da doceria. Para ver que não é balela o que digo, só a loja do shopping Iguatemi vende 2 toneladas de doce por ano. E o queridinho da clientela é o bolo Ãfrica (bolo de chocolate, recheado com chocolate, coberto com creme de chocolate e muito crocante).
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Eu não resisto à tentação do bicho-de-pé (aquele docinho cor de rosa, doce pra caramba, com açúcar em volta, que todo mundo tenta copiar e nunca fica igual).
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Uma má e outra boa notícia para os fãs do bicho-de-pé: a rede não dá a receita do doce, não adianta insistir, mas existe a intenção de vendê-lo em potes também.

 

REDE AMOR AOS PEDAÇOS

www.amoraospedacos.com.br

SAC São Paulo: 5502-8103


22 de Setembro de 2008

Primavera no prato

O inverno foi embora e a chegada da primavera é sempre um bom motivo para os chefs de cozinha renovarem seus cardápios.

Confira algumas novidades:

Aquarelle (Sofitel São Paulo, 3201-0800).
Brunch Tour de France com bebidas e espumante Chandon à vontade, R$ 110.
Há mexilhão recheado com alho poró e vinagrete de açafrão, tartare de atum e terrine de linguado com lagostim. Na mesa de pratos quentes, pernil de cordeiro, suflê de siri ao molho de vinho Muscadet; crepe bretão com frutos do mar e galinha-d’angola com cidra e maçã.

 

La Casserole
As flores aparecem nas receitas desse clássico francês. Entre os pratos principais, magret de pato ao molho de figos e rosas com purê de mandioquinha (R$ 47). De sobremesa, sorvete de jabuticaba com lavanda (R$ 14,50) e cestinha de frutas tropicais com sorbet de água de flor de laranjeira e pimenta-rosa (R$ 18).
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Dourado do mar ao molho de açafrão, bulbo de erva-doce e espuma de jerez: receita do La Casserole

 

Tantra (3846-7112)
O restaurante também aposta no menu à base de flores. Elas aparecem em sete receitas. Há salada dos campos (folhas verdes com flores comestíveis dentro de uma gelatina de champanhe, R$ 22) e thai shrimp (camarão marinado no leite de coco com flores comestíveis, R$ 46). Para beber, o drinque puro ecstasy mistura chá de maçã com canela, saquê, vodca, flores comestíveis, licor de rosas e pirulito de uva (R$ 16,50).
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Tantra: flores dentro da gelatina de champanhe

 

Sallvattore (3078-8686)
O chef Hamilton Mellão prepara receitas mais leves para a temporada. Para começar, espetinho de mussarela de búfala entremeada com cenoura e abobrinha (R$ 18). Camarão ao champanhe com risoto de morangos (R$ 68), risoto de brie e uva (R$ 31,50) e linguado grelhado ao molho de uvas e amêndoas com risoto ao Prosseco (R$ 38,50) estão entre os pratos principais.
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Espetinho de mussarela de búfala com cenoura e abobrinha, do Sallvattore

 

Diaccuí (5093-4994)
As carnes de caça, especialidade da casa, dão lugar às receitas à base de fruta, no Festival Tropical. Risoto com kiwi, manga e uvas (R$ 21), medalhão de frango ao molho de laranja sobre risoto de espinafre e cubos de abacaxi grelhado (R$ 29) e filé mignon com arroz de passas e banana-da-terra frita (R$ 38).
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Risoto com kiwi, manga e uvas, sugestão do Diaccuí

 


22 de Setembro de 2008

Mercado em ebulição

O abre e fecha de restaurantes é tão intenso que até quem trabalha no dia-a-dia com o assunto se perde. Foi o que aconteceu comigo. Há poucos dias listei três restaurantes que abriram na última semana (Seraphini, Mulligan e Sr. Pitanga).
Faltou incluir nesse pacote mais dois lugares.

O 3×4, dos sócios Rico Mansur e Isabeli Fontana, Roger Rodrigues e Fernanda Motta, Pedro Queirolo e Daniela Freitas, Riva e Amir Slama, aberto no dia 15 de setembro.
Nessa mesma data foi inaugurado o Anita, restaurante com clima retrô (tem uma televisão de cachorro logo na entrada) e pratos à moda antiga como o frango ao creme de milho, bolinho de arroz e o cuscuz paulista com saladinha.

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Ambiente do restaurante Anita: imóvel, que em décadas passadas, abrigou um bordel (foto do Tadeu Brunelli).

 

 

Serviço
3×4
Rua Bandeira Paulista, 676, Itaim Bibi, 3078-0288
www.3p4.com.br

Anita
Rua Mato Grosso, 154, Higienópolis, 2628-3584
www.restauranteanita.com.br


22 de Setembro de 2008

Não basta comer um só

sodoces-2.jpgA vitrine da Sódoces é covardia. Além de lindas, as criações do chef Flávio Federico são deliciosas. Resultado de técnicas aprendidas no curso de especialização da escola Grand Rapids Community College, em Michigan, nos Estados Unidos, com aprimoramento de 15 anos dedicados à confeitaria e sabores nacionais. Aqui, caipirinha é uma ganache de limão galego com cachaça. A mistura de geléia de framboesa e água de rosas foi batizada de sedução. Sinhá é a combinação de tangerina com pimenta-rosa e mantiqueira é a banana caramelada com chocolate e café. Eis alguns dos sabores de macarons. O doce de origem francesa (à base de claras, pasta de amêndoas e açúcar) virou tema do festival, que vai até o dia 30 de setembro.
Ao todo, são 20 versões e uma delas, o “Macaron Zequinha†(de gianduia), foi elaborado em homenagem ao filho de Dona Jô Clemente, fundadora e presidente de honra da APAE DE SÃO PAULO. A venda deste sabor terá 100% da renda revertida para a Organização.

 

Sódoces
Al. dos Arapanés, 540, Moema, 5051-5277

Horário de Funcionamento: de 3ª a sábado, das 10h às 21h. Domingos, das 10h às 20h.

www.sodoces.com.br